Diabetes Gestacional – Sintomas, Tratamento & Dúvidas Frequentes


Diabetes Gestacional é um dos problemas que vêm aumentando cada vez mais nos últimos anos, colocando em risco a saúde das mães e bebês. A doença geralmente surge no terceiro trimestre na gravidez, causando sintomas que se confundem com as sensações típicas da gestação e por isso pode ser um entrave para o diagnóstico rápido.

Tire todas as suas dúvidas sobre as causas, os sintomas e os métodos de prevenir a diabetes gestacional, além de outras questões importantes que precisam ser debatidas. Acompanhe!

Diabetes Gestacional: Dúvidas Frequentes

Muitas mulheres têm dúvidas quanto ao acometimento da diabetes gestacional. Por estar se tornando um problema cada vez mais presente na sociedade, pelos maus hábitos alimentares e fatores hereditários, esse problema gera curiosidade daquelas que já estão grávidas ou que pensam em ter um bebê futuramente.

Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, o diabetes mellitus gestacional, como é seu nome científico, é o problema metabólico mais comum na gestação e tem prevalência entre 3% e 25% das gestações. Com o seu aparecimento, outras enfermidades podem desencadear e por isso a importância de disseminar informações precisas sobre ela.

Conheça os principais questionamentos sobre a diabetes durante a gravidez.

O que é?

Basicamente, a diabetes gestacional se caracteriza pelo aumento exacerbado de glicemia no sangue, conhecido por hiperglicemia, identificado pela primeira vez durante a gravidez. Ou seja, é a condição para a mulher que antes não tinha um diagnóstico de diabetes, mas quando fez os exames já gestante, descobriu os altos níveis de açúcar.

Geralmente, esse problema tende a cessar após o parto. Porém, é preciso saber que, quando se é diagnosticada com diabetes na gestação, a mulher entra automaticamente no grupo de risco para o diabetes tipo 2. Sendo assim, todos os cuidados mantidos na gravidez devem continuar depois para resguardar a saúda, tanto da mãe quanto do bebê.

Quais as Causas desta Condição?

Bom, na gravidez ocorrem diferentes transformações hormonais, muito temidas pelas grávidas. Um dos efeitos causados pelos hormônios produzidos pela placenta, é o bloqueio parcial da ação da insulina, substância que faz o transporte do açúcar do sangue para dentro das células.

Neste caso, o pâncreas reage, liberando mais insulina para “brigar” com os hormônios e superar toda essa resistência. Isso é o que acontece com a maioria das mulheres. Mas aquelas que desenvolvem o diabetes gestacional, não têm a proteção da insulina extra – na verdade, não há insulina suficiente para processar de forma adequada a quantidade exagerada de açúcar no sangue.

Conforme a placenta vai crescendo, aumentam também as chances da mulher desenvolver o diabetes. Por isso que o problema acontece muito mais depois do 6º mês de gravidez.

A placenta vai liberando cada vez mais hormônios, seno que a maioria vai agir para prejudicar a ação da insulina. Desta forma, com muito açúcar na circulação e chegando até o bebê, ele também sofrerá com possíveis problemas em seu desenvolvimento e bem-estar durante a gestação.

Há Mulheres Mais Propensas ao Problema?

Há diversos fatores para desencadear o diabetes gestacional e os especialistas mesmo dizem que qualquer mulher pode ser diagnosticada. No entanto, há algumas características que estão diretamente ligadas ao aumento de glicemia no sangue e à dificuldade de produzir insulina.

  • Mulheres com mais de 25 anos
  • Histórico de diabetes na família
  • Diabetes na gravidez anterior
  • Bebês de gestações anteriores que nasceram com mais de 4 kg
  • Gestações de bebês que morreram ainda na barriga, de forma inexplicável
  • Baixa tolerância à glicose
  • Glicemia de jejum alterada (níveis altos de açúcar no sangue, mas sem ser diabetes)
  • Aumento do líquido amniótico
  • Excesso de peso antes de engravidar
  • Ganho excessivo de peso na gestação
  • Mulheres de raças negra, hispânica, indígena ou asiática
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Dia 14 de novembro é comemorado o Dia Mundial da Diabetes e a modalidade gestacional não pode ser esquecida! Fonte: Clínica BedMed

Quais os Principais Sintomas?

Os sintomas da diabetes gestacional não podem ser notados muito facilmente. Isso porque os mais comuns se confundem com aqueles que as grávidas sentem nesse período. Mesmo assim, é preciso ficar de olho em algumas situações:

  • Excesso de fome e sede
  • Ganho de peso excessivo da mulher e/ou do bebê
  • Vontade de urinar diversas vezes
  • Cansaço extremo e frequente
  • Inchaço nas pernas e nos pés
  • Visão turva
  • Candidíase ou infecção urinária frequente

Sentindo um ou mais desses sintomas, relate a seu médico. Ele saberá te orientar sobre os exames necessários para se fazer, como os que falaremos no tópico a seguir. Fique de olho.

Como é Feito o Diagnóstico?

O mais comum é que a mulher descubra o diabetes gestacional em exames de rotina realizados durante a gravidez. Geralmente, o médico solicita um exame em torno da 24ª semana a todas as gestantes – alguns, vale dizer, só o solicitam para mulheres que apresentam certa propensão, como os fatores citados anteriormente. Caso você sinta necessidade, pode pedir ao seu obstetra que peça esse exame para desencargo de consciência.

O especialista Alexandre Pupo recomenda um acompanhamento mais frequente e cuidadoso quando há o diagnóstico de diabetes. O pré-natal mais específico deve englobar avaliações periódicas e com mais detalhes, indicando, por exemplo, a curva glicêmica.

O exame de curva glicêmica, muito solicitado para gravidas em situação de risco de diabetes, pede que seja ingerido um concentrado de glicose. Depois, de hora em hora, são colhidas amostras de sangue para acompanhar em quanto tempo o açúcar demora para desaparecer da corrente sanguínea.

Outro exame que pode indicar o excesso de açúcar no sangue e, consequentemente, o diabetes gestacional, é o ultrassom para verificar o crescimento do bebê ou aumento do líquido amniótico.

Quais os Riscos para o Bebê?

Uma das questões que mais afligem as mães é sobre os riscos que os bebês correm no caso de diabetes gestacional. É importante prestar atenção quanto a isso, pois realmente eles podem sofrer algumas consequências durante seu desenvolvimento dentro da barriga ou até mesmo depois do parto.

Cerca de dois terços do açúcar da mãe passam para o bebê durante a gestação. Essa dose extra de glicose deixa o pâncreas da criança sobrecarregado, que precisa começar a produzir mais insulina para processá-la adequadamente. Se você perceber, o que acontece no organismo da mãe, também ocorre no do bebê, que é muito menor e ainda em fase de crescimento.

Além da sobrecarga do pâncreas, a insulina, como é um hormônio anabólico, vai promover o crescimento de alguns órgãos e tecidos do bebê de uma forma atípica. Os níveis altos dessa substância vão agir diretamente no desenvolvimento do feto, sendo assim, ele pode nascer com um tamanho acima da média. Por isso as mães com esse problema dão à luz bebês com mais de 4 kg.

Apesar disso, vale dizer que a maioria dos casos de mulheres com diabetes gestacional têm bebês que evoluem bem.

Quais Cuidados Tomar com o Bebê Após o Parto?

Você já sabe que os bebês correm alguns riscos durante gravidez quanto a mulher possui diabetes gestacional. Mas muito se engana quem pensa que essas complicações se limitam à fase que ele passa dentro da barriga. Infelizmente, a criança pode vir a desenvolver diversos problemas depois de nascer, por exemplo:

  • Síndrome da angústia respiratória, que consiste na dificuldade para respirar ao nascer
  • Por seu tamanho maior que o normal no nascimento, tem risco de desenvolver obesidade na infância ou adolescência
  • Doenças cardíacas
  • Icterícia
  • Hipoglicemia depois do nascimento

As consequências variam de bebê para bebê, e pode até haver aqueles que não apresentarão nenhuma sequela depois do nascimento. A porcentagem de ocorrer algum desses problemas também diminui bastante quando a mulher se dedica ao tratamento correto durante a gestação, valorizando a alimentação saudável e a prática de exercícios leves.

A Diabetes Some Após o Parto?

De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, a maioria das mulheres tem seus níveis de glicemia na circulação sanguínea normalizados nos primeiros dias após o parto. A entidade recomenda que os médicos estimulem o aleitamento materno mesmo que a mulher tenha passado pela diabetes gestacional.

Caso ela ainda apresente uma alta concentração de açúcar no sangue, a aplicação de insulina é o tratamento mais indicado logo após o parto, já que as dietas com baixa caloria não podem ser realizadas no período de amamentação. As mamães precisam passar todos os nutrientes necessários para que os bebês se desenvolvam com qualidade.

Dependendo do quadro metabólico, os especialistas indicam que sejam realizados testes para identificar o nível de glicemia na mulher seis semanas depois de dar à luz.

Os médicos também devem orientar suas pacientes para que mantenham um peso adequado, além de uma rotina saudável para não correr o risco de desenvolver diabetes tipo 2, algo que é possível de acontecer, caso não sejam tomadas todas as precauções. Além disso, as mulheres que sofreram do problema uma vez, terá seis vezes mais risco de tê-lo novamente.

Tratamentos, Cuidados & Dieta Recomendada

Entre as principais estratégias para tratar o diabetes gestacional é o controle geral do açúcar no sangue. Como falamos, logo que a mulher dá à luz, tem a propensão de ter a glicose bem reduzida e o problema acabar. Mas e durante a gravidez, como fazer para controlar essa condição? Acompanhe as dicas abaixo.

Para a Mãe

Bom, para a mãe os médicos indicam um conjunto de ações que envolve: alimentação saudável balanceada, dieta diabética – com redução drástica de açúcares – e prática de exercícios físicos. Há casos em que essa mudança de hábitos não resolva muito a situação, então, será prescrito o uso da insulina.

O controle alimentar é fundamental para diminuir os níveis de glicose no sangue, no entanto, de forma alguma a gestante pode ficar muito tempo em jejum. Essa atitude pode acarretar em uma queda brusca de glicose na corrente sanguínea, causando fraqueza, tontura e mal estar – o ideal é se alimentar adequadamente de 3 em 3 horas.

Dicas dos alimentos que devem ser inseridos na dieta para tratar diabetes gestacional:

  • Legumes e verduras cozidos. Os alimentos crus também são super bem-vindos, mas devem ser muito bem lavados para prevenir a toxoplasmose.
  • Cereais ricos em fibras (sem adição de açúcar), como aveia, linhaça e quinoa.
  • Carnes magras com pouca gordura. Alguns exemplos: peito de frango sem pele e peixes pouco gordurosos.
  • Leite e iogurte desnatado.
  • Queijo branco.
  • Frutas frescas sempre com casca e bagaço (evitar goiaba vermelha, uva, abacate e mamão papaya).

Para o Bebê

Os bebês das mães que tiveram diabetes gestacional devem ser acompanhados mais de perto após o nascimento. Enquanto estavam dentro da barriga da mãe, esses bebês recebiam grandes quantidades de glicose diariamente. Depois do parto, esses números tendem a cair de forma brusca. Desta forma, os cuidados devem se redobrar para manter a saúda da criança em dia.

Geralmente, é utilizada uma medicação especial – que só o pediatra da criança pode receitar e assinar – para controlar o nível de açúcar no sangue e estabilizar o organismo nessa fase de transição. Esse medicamento deverá ajudar o bebê a se acostumar com bem menos glicose do que no período gestacional.

Não há dicas de dieta para os bebês, pois eles precisarão de todos os nutrientes, sais minerais, vitaminas, entre outros, para se desenvolver com saúde.

Durante a amamentação, vale lembrar, o leite poderá passar certas quantidades de açúcar da mãe para o bebê. Por isso, é imprescindível que a mãe se dedique à dieta para não prejudicar o pequeno.

Métodos de Prevenção da Diabetes Gestacional

O controle do peso é o principal método de prevenção do diabetes gestacional. As mulheres devem adotar um estilo de vida regrado para manter um peso adequado de acordo com o seu IMC (índice de massa corporal), prestando atenção em sua alimentação, como já falamos anteriormente, tendo boas noite de sono,

Os exercícios físicos também não podem ficar de fora e devem ser feitos aliados à alimentação saudável. Claro que as atividades escolhidas não podem ser muito pesadas, sendo mais seguro que o médico indique alguma que seja ideal para a gestante.

Nós elaboramos um post completo sobre exercícios para grávidas! Conheça as dicas e converse com seu médico para ver se não há problemas em adotá-los para o dia a dia.

O diabetes gestacional é um problema sério, que merece a atenção de todas as gestantes e mulheres que desejam engravidar. Cuide bem de sua saúde antes, durante e depois da gravidez!


Esperamos que tenha gostado de nosso conteúdo sobre diabetes gestacional. Leve em consideração as informações que passamos por aqui, anote as dicas e não deixe de consultar seu médico e/ou o pediatra de seu bebê para um acompanhamento preciso. Até uma próxima!



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